ISO 27001/BS 25999 documents, presentation decks and implementation guidelines


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Lista de verificação para implementação da BS 25999-2

ByDejan Kosutic on December 29, 2010

Sua gerência solicitou que você implementasse a continuidade de negócios, mas você não tem certeza de como fazê-lo? Embora essa não seja uma tarefa fácil, você pode usar a metodologia da BS 25999-2 para facilitar sua vida. Aqui estão os principais passos necessários para implementar essa norma:

1. Obter o apoio da gerência

Embora este não seja um passo obrigatório na BS 25999-2, é certamente crucial no início, pois se a gerência não entender os benefícios da continuidade de negócios e não estiver comprometida com esse projeto, ele provavelmente irá fracassar.

2. Tratar como um projeto

Você precisará de bastante tempo e recursos para estabelecer seu sistema de gestão da continuidade de negócios (SGCN) – é preciso definir claramente o que precisa ser feito, em que prazo e quais são as funções na implementação do projeto. Em outras palavras, você tem de aplicar métodos de gerenciamento de projetos.

3. Definir objetivos e escopo; escrever uma Política de GCN

Você precisa definir o que quer alcançar com o SGCN – conformidade, diminuição do nível de risco, exigências de seus clientes/parceiros etc. Além disso, é necessário definir o que será incluído em seu SGCN: toda a organização, ou apenas uma parte dela. Por exemplo, você pode decidir que irá incluir apenas o seu centro de processamento de dados se estiver fornecendo serviços de hospedagem para seus clientes. Tudo isso tem de ser documentado na Política de GCN.

4. Definir funções e responsabilidades para o SGCN

Como o SGCN irá se tornar uma atividade permanente em sua organização, é preciso definir responsabilidades claras para ele, principalmente para o “patrono” do SGCN (alguém responsável pelo SGCN, mas que não está envolvido nas atividades do dia a dia do SGCN), para o “coordenador do SGCN”, para o “gerente do SGCN”, ou algo semelhante, e uma ou mais pessoas com deveres ativos em relação ao SGCN. É uma boa ideia documentar essas funções e responsabilidades na sua Política de GCN.

5. Implementar procedimentos obrigatórios

A BS 25999-2 requer que os quatro procedimentos obrigatórios a seguir sejam implementados: controle de documentos e registros, auditoria interna, ações preventivas e corretivas. Esses procedimentos são, na verdade, a base do seu sistema de gestão, à semelhança da ISO 27001 ou da ISO 9001.

6. Executar análise de impacto nos negócios e avaliação de riscos

Através da análise de impacto nos negócios você deve identificar as atividades críticas, o tempo máximo aceitável de interrupção, as dependências dessas atividades críticas (incluindo as dependências de fornecedores e parceiros de terceirização) e estabelecer os objetivos de tempo de recuperação.

Ao fazer a avaliação de riscos você descobre quais poderiam ser as causas para a interrupção de suas atividades críticas, estas podem ser naturais, mas também causadas pelo homem (seja intencional ou acidentalmente). Você também precisa fazer o tratamento dos riscos, o que significa encontrar uma maneira de diminuir a possibilidade de algo dar errado. Infelizmente, a avaliação e o tratamento de riscos não são muito bem-definidos nesta norma, portanto, você pode dar uma olhada na ISO 27001, que os descreve em detalhes.

7. Determinar a estratégia de continuidade de negócios

Antes de prosseguir com a escrita dos planos de continuidade de negócios, você tem de determinar quais recursos precisa para retomar suas atividades críticas – pessoas, locais, dados, hardware, software, fornecedores, parceiros de terceirização, etc.

A estratégia de continuidade de negócios deve determinar não apenas o que você precisa, mas também como você irá obter esses recursos.

8. Desenvolver planos de gestão de incidentes e planos de continuidade de negócios

O objetivo dos planos de gestão de incidentes é descrever como você irá responder diretamente à ocorrência de um incidente (por exemplo, incêndio, terremoto, ameaça de bomba, falta de energia etc.), a fim de evitar sua propagação e tentar diminuir seus efeitos diretos.

Por outro lado, o objetivo dos planos de continuidade de negócios é descrever como você irá recuperar suas atividades críticas, como irá colocar em ação todos os recursos que preparou. Isso significa que você tem de descrever quem vai fazer o quê, em que o tempo, usando quais dados e tecnologias, para colocar sua organização em funcionamento novamente.

Todos esses planos precisam ser descritos detalhadamente, porque devem ser executados mesmo no caso de a equipe principal não estar disponível. Portanto, tem de ser escritos de tal forma que outras pessoas sejam capazes de executá-los.

9. Treinamento e conscientização

Você precisa definir o nível de competência necessária para a execução dos planos de continuidade de negócios em caso de interrupção e, então, treinar toda a equipe (funcionários e parceiros externos) para obter esse nível de competência.

No entanto, isso não é suficiente, você também precisa explicar à equipe porque a GCN é necessária. Sejamos realistas – seus planos de continuidade de negócios serão usados, talvez, uma vez na vida, por isso, a maioria das pessoas os consideram um desperdício de tempo. Portanto, você deve explicar porque eles precisam existir. (Consulte também Como lidar com os céticos em relação à GCN)

10. Exercício do SGCN

Se você acha que escreveu seus planos perfeitamente, é provável que esteja errado, pois é quase impossível escrever um plano sem erros logo no início. É por isso que o exercício é uma parte obrigatória da GCN. Você tem de testar seus planos em uma situação mais ou menos parecida com uma interrupção real. Só assim você irá descobrir o que está bem planejado e o que não está.

11. Manter e revisar o SGCN

Outra maneira de manter seu SGCN atualizado é definindo a periodicidade com que irá revisar seus planos de continuidade de negócios e outros planos e acordos (por exemplo, contratos com fornecedores e parceiros de terceirização, treinamento e conscientização etc.) Há muitos tipos de mudanças no ambiente que ameaçam tornar sua documentação obsoleta – basta um funcionário que tinha uma função no SGCN deixar a empresa para se ter um número de telefone inútil no plano.

Também é obrigatório realizar uma revisão pós-incidente, se um incidente realmente ocorrer – o objetivo é descobrir como a organização reagiu – o plano foi seguido ou não.

12. Realizar auditoria interna

O objetivo da auditoria interna é descobrir, de forma objetiva, se há algo errado. O auditor interno deve ser uma pessoa que pode descobrir se algo está errado no seu SGCN, a fim de corrigir o erro. Se realizada corretamente, a auditoria interna pode ser uma das melhores maneiras de melhorar seu SGCN. (Leia Dilemas com os auditores internos das normas ISO 27001 e BS 25999-2.)

13. Executar análise crítica da gestão

Como disse antes, é muito importante envolver a gerência no projeto, a análise crítica da gestão foi projetada exatamente para isso. A norma exige que a gerência examine todos os fatos relevantes sobre GCN e decida se ela cumpriu com seu objetivo. Depois disso, a gerência tem de decidir quais melhorias devem ser feitas.

14. Ações preventivas e corretivas

A melhor coisa é evitar que os erros (ou nos termos da BS 25999, as “inconformidades”) aconteçam – é para isso que usamos as ações preventivas. Elas são uma forma sistemática de corrigir as coisas antes de ocorrer um problema. Parecidas com as ações preventivas, também existem as ações corretivas, que resolvem o problema que já ocorreu.

Agora a questão é: para que serve a BS 25999-2? Embora não seja (ainda) uma norma internacional, é a norma mais usada para a continuidade de negócios no mundo inteiro. As etapas acima referidas foram desenvolvidas pelos melhores especialistas em continuidade de negócios, por isso, se você quiser implementar as práticas mais aceitas para a continuidade de negócios, você não precisa procurar mais.

Aqui você pode baixar o diagrama do Processo de implementação da BS 25999-2, que mostra todas essas etapas, juntamente com a documentação exigida (é necessário fazer um registro).


Procedimentos obrigatórios documentados exigidos pela norma ISO 27001

ByDejan Kosutic on December 17, 2010

Se você ouviu falar que a ISO 27001 exige muitos procedimentos, isso não é verdade. A norma, na verdade, requer apenas quatro procedimentos documentados: um procedimento para o controle de documentos, um procedimento para auditorias internas do SGSI, um procedimento para ação corretiva e um procedimento para ação preventiva. O termo “documentado” significa que “o procedimento é estabelecido, documentado, implementado e mantido” (ISO/IEC 27001, 4.3.1 Nota 1).

Nota: neste post não vou escrever sobre outros documentos obrigatórios, como escopo do SGSI, política do SGSI, Metodologia de Avaliação de Riscos, Relatório de Avaliação de Riscos, Declaração de Aplicabilidade, Plano de Tratamento de Riscos etc. Aqui irei focar somente nos procedimentos.

O procedimento para o controle de documentos (processo de gestão de documentos) deve definir quem é o responsável pela aprovação dos documentos e por revisá-los, como identificar as alterações e o status da revisão, como distribuir os documentos etc. Em outras palavras, esse procedimento deve definir como a corrente sanguínea da organização (o fluxo de documentos) irá funcionar.

O procedimento de auditorias internas deve definir as responsabilidades pelo planejamento e realização das auditorias, como os resultados da auditoria serão relatados e como os registros serão mantidos. Isso significa que as principais regras para a realização da auditoria devem ser definidas.

O procedimento para a ação corretiva deve definir como a inconformidade e suas causas serão identificadas, como as ações necessárias serão definidas e implementadas, quais registros serão feitos e como a revisão dessas ações será executada. O objetivo deste procedimento é definir como cada ação corretiva deve eliminar a causa da inconformidade para que ela não volte a ocorrer.

O procedimento para a ação preventiva é quase o mesmo da ação corretiva, a diferença é que este visa eliminar a causa da inconformidade para que ela não chegue a ocorrer. Devido às suas similaridades, esses dois procedimentos geralmente são unidos em um único.

Mas porque a ISO 27001 requer procedimentos documentados que não estão relacionados à segurança da informação, enquanto os procedimentos de segurança não são obrigatórios?

A resposta está na avaliação de riscos. A ISO 27001 exige que você realize uma avaliação de riscos, e quando essa avaliação de riscos identifica alguns riscos inaceitáveis, a ISO 27001 exige que um controle do seu Anexo A seja implementado para diminuir os riscos. O controle pode ser técnico (por exemplo, antivírus para diminuir o risco de ataques de softwares maliciosos), mas também pode ser organizacional, como implementar uma política ou um procedimento (por exemplo, implementar um processo de back-up). Portanto, os procedimentos se tornam obrigatórios somente se a avaliação de riscos identificar riscos inaceitáveis.

Uma nota importante: ao contrário dos quatro procedimentos obrigatórios que devem ser documentados, os procedimentos decorrentes dos controles do Anexo A não precisam ser documentados. Cabe à organização avaliar se tal procedimento deve ser documentado ou não.

Você pode considerar os quatro procedimentos obrigatórios como os pilares do seu sistema de gestão (em conjunto com a política de segurança) – depois que eles estiverem firmemente assentos no chão, você pode começar a construir as paredes da sua casa. Isso se torna evidente quando se analisa outros sistemas de gestão – os mesmos quatro procedimentos são obrigatórios lá também – na ISO 9001 (sistemas de gestão da qualidade), ISO 14001 (sistemas de gestão ambiental) e BS 25999-2 (sistemas de gestão da continuidade de negócios). Como consequência, você pode usar esses procedimentos como o principal elo entre diferentes sistemas de gestão, se quiser desenvolver o chamado “sistema integrado de gestão”.

Você também pode conferir o tutorial em vídeo Como elaborar o Procedimento de controle de documentos da ISO 27001/ISO 22301 (vídeo vendido comercialmente).


Usando a ISO 9001 para implementar a ISO 27001

ByDejan Kosutic on December 16, 2010

Você já implementou a ISO 9001? Você já ouviu falar que a ISO 27001 pode ser uma boa ideia? Mas como algo que tem a ver com qualidade pode ajudar a implementar a segurança da informação?

É possível, mais do que você imagina… A ISO 9001 especifica como os sistemas de gestão da qualidade (SGQ) devem ser, enquanto a ISO/IEC 27001 especifica os sistemas de gestão da segurança da informação (SGSI). Portanto, a parte de “sistemas de gestão” é a mesma. E o que isso significa de verdade?

A filosofia dos sistemas de gestão surgiu a partir da teoria desenvolvida por W. Edwards Deming, durante a segunda metade do  século 20 e baseia-se no ciclo Planeje-Faça-Verifique-Aja. Basicamente, esse ciclo consiste no seguinte: na fase “Planeje” você precisa planejar o que deseja alcançar com o sistema de gestão; na fase “Faça”, você implementa esse sistema; na fase “Verifique”, você monitora constantemente se conseguiu alcançar o que planejou; e na fase “Aja”, você faz melhorias, ou seja, preenche as lacunas entre o que você planejou e o que alcançou.

Embora esse ciclo tenha sido elaborado para a gestão da qualidade, ele foi aceito como base para todos os outros sistemas de gestão: segurança da informação (ISO/IEC 27001), ambiente (ISO 14001), continuidade de negócios (BS 25999-2) etc. Isso significa que alguns dos elementos que você implementou para o sistema de gestão da qualidade, de acordo com a ISO 9001, também podem ser usados para o sistema de gestão da segurança da informação, aqui está a lista:

  • Gestão de documentos – o processo utilizado para gestão de documentos no SGQ pode ser usado para a mesma finalidade no SGSI, com apenas pequenos ajustes
  • Auditoria interna – o mesmo procedimento pode ser utilizado tanto para SGQ quanto para SGSI, embora a auditoria interna em si, normalmente, seja feita por pessoas diferentes, uma vez que não é muito provável que uma pessoa tenha conhecimento suficientemente profundo sobre segurança da informação e qualidade
  • Ações corretivas e preventivas – o procedimento utilizado para SGQ pode ser usado para o mesmo fim no SGSI, embora seja provável que pessoas diferentes resolvam as questões relacionadas a SGQ ou SGSI
  • Gestão de recursos humanos – o mesmo ciclo de planejamento de RH, treinamento e avaliação é utilizado para ambos os sistemas de gestão. Naturalmente, a diferença está no perfil de habilidades e conhecimentos necessários
  • Análise crítica da gestão – os princípios da análise crítica da gestão são os mesmos para ambos os sistemas de gestão. Embora não seja recomendável realizar as duas avaliações paralelamente, a gerência já estará tão acostumada a tomar decisões sobre SGQ, que eles terão uma melhor compreensão sobre como tomar decisões no contexto do SGSI
  • Definição dos objetivos empresariais e acompanhamento de sua realização – o mesmo mecanismo está previsto em ambas as normas, assim, a gerência estará acostumada a esse tipo de planejamento sistemático

Portanto, se você já implementou a ISO 9001, terá um trabalho mais fácil ao implementar a ISO 27001 (e vice-versa). É possível economizar até 30% do tempo. Além disso, você terá auditorias de certificação mais baratas, pois os organismos de certificação oferecem as chamadas “auditorias integradas”, o que significa que eles analisarão tanto a ISO 9001 quanto a ISO 27001 na mesma auditoria, cobrando uma taxa menor em relação a auditorias separadas.

Se o seu SGQ estiver funcionando bem, seu projeto SGSI irá se desenvolver tranquilamente. A gerência terá uma melhor compreensão dos possíveis benefícios para os negócios, enquanto todas as unidades organizacionais estarão acostumadas à necessidade de definir procedimentos, responsabilidades e documentações precisos.

Ter um SGQ de fato fornece uma base muito boa para a segurança da informação. Se você já tem a ISO 9001, pense seriamente sobre a norma ISO 27001.

Você também pode conferir o nosso webinar ISO 27001 implementation: How to make it easier using ISO 9001 grátis.